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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Poeta

    

   Quem me dera ser poeta

  
     Quem me dera ser poeta. Poder contar as maiores tragédias e traduzir os mais complexos sentimentos da mais bela forma que existe no mundo.

     Poeta é um cientista da palavra, é um artista, um compositor, é um ser de âmago intrincado. Quem tem o dom do lirismo canta os grandes desgostos, os mais profundos dissabores e, ainda assim, no meio de tamanhas amarguras, emana tanta beleza, tanta tranquilidade, faz do seu coração o nosso, permite que sintamos as lágrimas nos olhos, o nó na garganta e o aperto no peito.

    Qualquer drama numa boa estrofe, com uma métrica rigorosa (ou nem tanto assim), tem a melodia de um romance, de um conto de aventuras, como se tamanhas epopeias de tristeza não se fizessem sentir melancolicamente. Não creio que o Poeta seja aquele que rima de forma óbvia, o que exagera na filosofia e no abstrato, mas sim aquele que conquista, que prende e emociona.

    Quem me dera ser Poeta, quem me dera romancear a vida.